Camila Alexandra Lira Gutierrez, Tatiane Baratieri, Maicon Henrique Lentsck, ANA CLARA REZENDE HASQUEL, Dyenily Alessi Sloboda, Bruna Eloise Lenhani, Nariany Pollyanne Silva
Objetivo: Analisar o perfil dos nascimentos e dos casos de anomalias congênitas nos municípios da 5ª Regional de Saúde do Paraná entre 2006 e 2024. Métodos: Estudo transversal analítico com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram analisadas variáveis maternas, gestacionais, relacionadas ao parto e neonatais. A associação entre anomalias congênitas e essas características foi analisada por teste do Qui-quadrado e Exato de Fisher (p<0,05). Resultados: Entre 131.314 nascimentos, 996 apresentaram anomalias congênitas. Houve associação significativa com idade materna nos extremos da vida reprodutiva (10-19 e ≥35 anos), menor número de consultas pré-natal, parto cesáreo e idade gestacional de até 36 semanas. Anomalias foram mais frequentes em recém-nascidos do sexo masculino , com índice de Apgar <7 e peso <2.500 g. Nascimentos com anomalias ocorreram com maior frequência em municípios de pequeno porte e em áreas urbanas. Conclusão: Identificaram-se fatores maternos, gestacionais, do parto e neonatais associados às anomalias congênitas, reforçando a necessidade de prevenção, pré-natal adequado e qualificação da atenção à saúde materno-infantil.