Gabriel Lima Feitosa, R. M. Costa
O presente artigo analisa a relação entre o corpo e a psicose no filme Cisne Negro (2010) à luz da psicanálise. O objetivo é compreender como o corpo é constituído sem as amarrações do real, simbólico e imaginário, bem como os efeitos originados pela Foraclusão do Nome-do-Pai são vivenciados de forma subjetiva pela personagem. O texto adota uma postura teórica-reflexiva, embasada por obras de Freud e Lacan, articulando a análise do filme. Evidenciou-se que o corpo se mostra um veículo efetivo da imersão do real, evidenciando o comprometimento das amarrações simbólicas. O delírio, evidenciado na psicose, aparece como tentativa de estabilização frente ao real. Conclui-se que a obra cinematográfica oferece uma análise crítica da psicose, bem como compreensão acerca da constituição do corpo na estrutura psíquica.