Lucia Mendes Cucchieri
Este artigo analisa as percepções de manicuras sobre autonomia e controle no trabalho mediado por plataformas digitais, a partir de uma pesquisa qualitativa com profissionais que atendem pela maior plataforma digital de serviços de beleza do Brasil. Com isso, procuramos compreender como a plataformização se estabelece em um setor que possui mão-de-obra majoritariamente feminina e que é marcado por relações de trabalho precárias. As entrevistadas reconhecem diversos mecanismos de controle e gerenciamento da plataforma que atuam sobre elas. Ao mesmo tempo, identificam uma maior autonomia proporcionada pelo aplicativo em contraste com os salões de beleza, especialmente pela possibilidade de definir seus próprios horários e, com isso, conciliar trabalho remunerado e trabalho doméstico e de cuidado.