Marcos de Oliveira Morais, Gabriel Alves Morais
A gestão de resíduos sólidos nos centros urbanos é um desafio central do século XXI, tornando a Logística Reversa (LR) uma ferramenta estratégica e legal indispensável. Amparada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, a LR viabiliza o retorno de materiais ao ciclo produtivo, mitigando impactos ambientais e fortalecendo a sustentabilidade corporativa. Nesse cenário, as cooperativas de reciclagem assumem o protagonismo, deixando de ser meros postos de coleta para atuarem como agentes essenciais da economia circular. A integração entre LR e cooperativas gera um desenvolvimento multidimensional: no aspecto econômico, otimiza o fluxo de insumos industriais e gera renda; no social, promove a inclusão e a dignidade profissional de trabalhadores historicamente marginalizados. A transformação do resíduo em ativo financeiro depende, contudo, de uma gestão eficiente, uso de tecnologias de rastreio e cooperação entre governo, empresas e sociedade civil. Ao adotar esse modelo, as organizações cumprem metas de ESG e estabelecem negócios éticos e resilientes. As metodologias utilizadas foram as de pesquisa bibliográfica, revisão da literatura e pesquisa de natureza exploratória. O objetivo principal deste artigo é propor cada vez mais a interação entre a logística reversa e as cooperativas de reciclagem na busca por melhorias de recursos, sejam esses ambientais ou mesmo financeiros, potencializando a ampliação e o desenvolvimento do capital humano. Palavras-chave: Inovação Logística. Ciclo Reverso. Cooperativa de Reciclagem. Desenvolvimento Sustentável. ESG. ABSTRACT Solid waste management in urban centers is a central challenge of the 21st century, making Reverse Logistics (RL) an indispensable strategic and legal tool. Supported by the National Solid Waste Policy, RL enables the return of materials to the production cycle, mitigating environmental impacts and strengthening corporate sustainability. In this scenario, recycling cooperatives take center stage, ceasing to be mere collection points and acting as essential agents of the circular economy. The integration between RL and cooperatives generates multidimensional development: economically, it optimizes the flow of industrial inputs and generates income; socially, it promotes the inclusion and professional dignity of historically marginalized workers. The transformation of waste into a financial asset depends, however, on efficient management, the use of tracking technologies, and cooperation between government, companies, and civil society. By adopting this model, organizations meet ESG goals and establish ethical and resilient businesses. The methodologies used were bibliographic research, literature review, and exploratory research. The main objective of this article is to increasingly propose the interaction between reverse logistics and recycling cooperatives in the pursuit of resource improvements, whether environmental or financial, enhancing the expansion and development of human capital. Keywords: Logistics Innovation. Reverse Cycle. Recycling Cooperative. Sustainable Development. ESG.