Diego Marques dos Santos Ramos, Lucas Souza Soriano
O artigo analisa o Carnaval carioca como fenômeno urbano, cultural e sanitário, tomando o Carnaval de 1919, após a Gripe Espanhola, como eixo histórico-comparativo para compreender os desafios contemporâneos da gestão de megaeventos no Rio de Janeiro pós-COVID-19. A pesquisa qualitativa, documental e histórico-comparativa articula revisão narrativa, fontes históricas, documentos institucionais e dados públicos. Sustenta-se que o Carnaval atua como catarse coletiva, reocupação do espaço público e recomposição simbólica da vida urbana, mas também intensifica vulnerabilidades sanitárias. Dialogando com Lefebvre, Foucault e Milton Santos, demonstra-se que o risco sanitário decorre das desigualdades, mobilidades precárias, moradia e governança, propondo diretrizes urbano-sanitárias para megaeventos.