Justino Sidronio F. R., Lucio M. B. Basso, Radamés Fortunato, João Franco F. R., Mauricio Machado, Guilherme F. Júnior, Gabriel Melo R.
O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito residual da subsolagem profunda na resistência do solo à penetração em uma lavoura comercial de soja sob sistema de plantio direto. O estudo foi conduzido na Fazenda Recanto, da Agropecuária Trevo, em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, Brasil, em uma área de 4.086,90 ha. A subsolagem foi realizada durante a safra 2021/2022, utilizando um trator Fendt 1050 Vario de 517 cv acoplado a um subsolador Terrus de 10 hastes, operando a uma profundidade de 60 cm. A resistência do solo à penetração foi avaliada três safras após a operação, nas profundidades de 10, 20, 30, 40, 50 e 60 cm. Os maiores valores de resistência ocorreram nas profundidades de 10 e 20 cm, com médias de 3,9 e 3,7 MPa, respectivamente, indicando a ocorrência de recompactação superficial. Nas profundidades de 30, 40, 50 e 60 cm, os valores médios foram de 2,9, 2,5, 2,2 e 1,9 MPa, respectivamente, demonstrando uma redução progressiva com o aumento da profundidade. A caracterização química complementar da camada de 20 a 40 cm (n = 47) revelou pH (CaCl2) médio de 5,99, saturação por bases de 75,3% e ausência de alumínio trocável, indicando que a restrição mecânica observada persistiu mesmo sob condições de acidez subsuperficial geralmente favoráveis. A subsolagem profunda preservou uma zona de menor resistência entre 30 e 60 cm; no entanto, a camada superficial demanda manejo preventivo, monitoramento contínuo e a integração de práticas de manejo físico e químico do solo.