Bruna Anastácio de Lima, Alba Valéria Siqueira Antunes, Dulcinéia Maria Bastos, Gecilda Barbosa da Silva
O envelhecimento populacional brasileiro, aliado às transformações socioculturais e aos avanços farmacológicos, tem reconfigurado o perfil epidemiológico do HIV/AIDS no país. O presente artigo analisa o crescimento da incidência de infecções pelo HIV entre indivíduos com 60 anos ou mais, investigando os fatores de vulnerabilidade, barreiras ao diagnóstico e tratamento, impactos psicossociais e a eficácia das estratégias de assistência preventiva. Por meio de uma revisão bibliográfica atualizada, observa-se que o estigma sobre a sexualidade na velhice, a baixa percepção de risco e limitações nos dados epidemiológicos contribuem para diagnósticos tardios. Dados recentes indicam uma tendência de crescimento sustentado da epidemia neste grupo etário, com ampla dispersão espacial e temporal, exigindo que a Estratégia Saúde da Família (ESF) adote abordagens multidisciplinares e específicas. Conclui-se que a capacitação dos profissionais de saúde, a adaptação das estratégias preventivas e a implementação de políticas públicas inclusivas são fundamentais para mitigar a transmissão e garantir a qualidade de vida da população idosa soropositiva.