Suzana de Santana Leite
Objetivo: Analisar criticamente os fatores relacionados à invisibilidade da Terapia Ocupacional no Sistema Único de Saúde (SUS) e discutir estratégias que possam ampliar seu reconhecimento e sua inserção profissional. Método: Revisão bibliográfica narrativa, com busca estruturada realizada em julho de 2026 nas bases SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde e no Google Acadêmico. Foram selecionados oito artigos publicados entre 2019 e 2025, em português e com texto completo, que abordaram a atuação, a formação, o processo de trabalho, a percepção de gestores e a distribuição de terapeutas ocupacionais no SUS. Uma tese e um livro foram utilizados para fundamentação histórico-conceitual. Os achados foram organizados por análise temática. Resultados: Os fatores relacionados à invisibilidade foram organizados em cinco grupos: dificuldade de delimitar e comunicar o núcleo profissional; conhecimento restrito ou equivocado de gestores e equipes; pouca sistematização e divulgação das práticas; fragilidades na formação e nas condições de trabalho; e distribuição desigual de terapeutas ocupacionais no SUS. Em contrapartida, os estudos demonstraram que a Terapia Ocupacional contribui para o cuidado integral, a compreensão do cotidiano e do território, a promoção da autonomia e da participação social e a coordenação do cuidado. As estratégias identificadas incluem o fortalecimento da formação voltada ao SUS, a aproximação com gestores e equipes, o registro e a avaliação dos resultados profissionais, a comunicação clara das competências da profissão e o planejamento da força de trabalho. Conclusão: Superar a invisibilidade exige ações integradas da categoria profissional, das instituições formadoras, da gestão e das políticas públicas, preservando simultaneamente a especificidade da Terapia Ocupacional e sua potência no trabalho interprofissional.