Carlos Paula de Moraes, José Alessandro Cândido da Silva, Sônia Elina Sampaio Enes, Pedro Lopes da Silva, José Valderí Farias de Souza
O debate sobre a crise da universidade pública brasileira ao longo das últimas décadas se construiu em diálogo com o contexto sociocultural. As disputas políticas (nacionais, regionais e locais) e as transformações sociais do país, sempre fizeram parte do universo acadêmico. No contexto atual brasileiro, de polarização política, também temos uma crescente crítica às instituições de ensino superior públicas. As universidades federais e de forma especial, a área das humanidades, parece concentrar grande foco das críticas. Pode ser que justamente por essa razão, as humanidades, mais do que nunca, são chamadas a se manifestar e buscar sua autoavaliação. Indicamos uma revisão bibliográfica de autores como Darcy Ribeiro (A Universidade Necessária-1969); José Arthur Giannotti (A universidade em Ritmo de Barbárie- 1986); Edmundo Campos (A Sinecura Acadêmica- 1988); Marilena Chaui (A Universidade Pública sob nova perspectiva- 2003); Renato Janine Ribeiro (A universidade e a vida atual: Fellini não via filmes- 2003); Boaventura de Sousa Santos (Democratizar a Universidade – 2018) e Rafael dos Santos (A Universidade Eficiente no Brasil- 2020). Nos propomos a refletir as críticas para, a partir das humanidades, defender uma universidade pública em transformação, sem, contudo, negociar sua essência de uma educação comprometida com a diversidade e impacto social nas comunidades mais vulneráveis.