Karyna Leite Nunes, Elis Araújo Silva, Letícia Marcella de Oliveira
A pesquisa analisa a resposta humoral à vacinação contra o SARS-CoV-2 em indivíduos imunocomprometidos, buscando compreender como diferentes condições clínicas afetam a capacidade de produção de anticorpos neutralizantes após a imunização. O estudo utiliza revisão bibliográfica qualitativa, com seleção de artigos publicados entre 2020 e 2025 em bases de dados nacionais e internacionais, permitindo a identificação de fatores que influenciam a eficácia vacinal neste grupo. A análise dos estudos demonstra que imunodeficiências primárias, condições adquiridas e terapias imunossupressoras impactam de forma significativa a capacidade de soroconversão. As vacinas de mRNA apresentam maior consistência na indução de anticorpos, embora todos os tipos de plataformas vacinais demonstrem algum grau de benefício imunológico. Os resultados evidenciam que muitos pacientes imunocomprometidos exibem respostas humorais reduzidas, tardias ou ausentes, especialmente aqueles com comprometimento das células B ou com uso intenso de imunossupressores. Apesar disso, doses adicionais de reforço aumentam a imunogenicidade e contribuem para níveis mais elevados de anticorpos. A literatura também indica que a resposta celular exerce papel relevante, complementando a proteção mesmo quando a produção de anticorpos é limitada. O estudo conclui que a vacinação permanece essencial para essa população, desde que acompanhada de estratégias personalizadas que considerem o tipo de imunodeficiência, o tratamento em curso e a necessidade de reforços periódicos. Esses achados reforçam a importância do acompanhamento clínico individualizado e da continuidade das investigações sobre respostas imunes heterogêneas em pacientes imunocomprometidos.