Emerson Bruno de Castro Mesquita, Rafael da Silva Prudêncio, Francisco Eduardo Canuto Martins, Antônio Kleiton de Sousa, André Luiz dos Reis Barbosa, Ivanilza Moreira de Andrade Paiva
A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é uma desordem metabólica complexa associada à resistência à insulina, estresse oxidativo, inflamação e desregulação do metabolismo lipídico. Apesar de sua crescente prevalência, nenhuma terapia farmacológica foi especificamente aprovada para o seu tratamento. Propomos que o ácido clorogênico, um polifenol bioativo abundantemente presente nos extratos das folhas de Cecropia pachystachya, pode exercer efeitos terapêuticos na DHGNA modulando o acúmulo de lipídios hepáticos, o estresse oxidativo e as respostas inflamatórias. O ácido clorogênico possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antilipogênicas, atuando em alvos moleculares chave como CPT-1, SREBP-1c e PPAR-α. Ele aumenta a β-oxidação, atenua a peroxidação lipídica e reduz a disfunção mitocondrial induzida por ácidos graxos livres. Além disso, modula a atividade do eixo intestino-cérebro e a composição da microbiota intestinal, contribuindo para a homeostase lipídica hepática. A hipótese pode ser testada em modelos murinos de DHGNA induzida por dieta, avaliando os efeitos hepatoprotetores de extratos de C. pachystachya ricos em ácido clorogênico por meio de análises bioquímicas, histológicas e moleculares. Se confirmada, essa hipótese poderá levar ao desenvolvimento de novas estratégias fitoterápicas para o tratamento da DHGNA, posicionando o ácido clorogênico como uma potencial alternativa natural ou adjuvante às intervenções existentes.