Francisco A. Duarte
Este artigo explora a potência transformadora do encontro analítico, compreendido como experiência singular de revelação mútua entre analista e analisando. A partir de Sigmund Freud e Wilfred Bion, especialmente no que se refere à importância da palavra, da escuta e da tolerância ao desconhecido, o texto propõe uma leitura da psicanálise como prática que ultrapassa os limites do intelecto. Em diálogo com tradições antigas, como o conhecimento védico, e com a narrativa da princesa Draupadī no Mahābhārata, o artigo discute a palavra como elemento criador, veículo de intuição e expressão de verdade interior. Também são abordadas as consequências psíquicas da linguagem descompassada, como aparece em uma vinheta clínica de Elton em contraste com a coerência entre pensamento, emoção e ação.