Elisângela Rodrigues Lima, Tatiane Raquel Santana da Cruz, Claudemir Santos de Jesus, Solange Soares Martins, Alessandra Teixeira Velasco, Lígia D’arc Silva Rocha Prado, Márcia Calazans de Almeida Brunner
O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) é essencial para a detecção precoce de doenças congênitas e metabólicas, contribuindo significativamente para a redução da morbimortalidade infantil. A organização das responsabilidades e a definição clara das funções dos serviços envolvidos são fundamentais para garantir a qualidade da coleta das amostras e a precisão dos resultados. A coleta deve ser realizada entre o 3º e o 5º dia de vida, pois é nesse período que o recém-nascido apresenta níveis adequados de substâncias para a detecção de doenças. A articulação eficaz entre o Laboratório Especializado do SRTN, os postos de coleta e os serviços de saúde é crucial para minimizar falhas na fase pré-analítica e assegurar a precisão dos exames. O enfermeiro desempenha papel central nesse processo, sendo responsável por garantir que a coleta seja feita de acordo com as normas estabelecidas. A capacitação contínua é vital, pois falhas na coleta comprometem os resultados laboratoriais e podem atrasar o diagnóstico e tratamento adequado. Apesar da importância crítica da coleta no PNTN, há uma escassez de literatura especializada sobre essa fase crucial, reforçando a necessidade de mais estudos e treinamentos para garantir a qualidade e a eficiência do programa. A implementação adequada das práticas de coleta, com atenção especial ao papel do enfermeiro, é essencial para o sucesso do programa e para a saúde dos recém-nascidos.