Ksdy Maiara Moura Sousa, Luana Cabral Bezerra, Adrian Silva dos Santos, Deizyane dos Reis Galhardo, Elielza do Socorro Silva do Amaral, Luan Aércio Melo Maciel
O câncer uterino é uma neoplasia maligna relacionada à exposição ao papilomavírus humano. Os micronúcleos são pequenos corpos utilizados como biomarcadores de instabilidade genômica, eles permitem identificar alterações cromossômicas e avaliar se as células foram expostas a agentes genotóxicos carcinogênicos. Dessa forma, o biomarcador é apresentado logo seu potencial nos estudos de toxicidade e câncer. O objetivo deste estudo foi avaliar a instabilidade genômica através da quantificação da prevalência de micronúcleos em células esfoliadas da mucosa cervical em pacientes submetidos ao exame citopatológico. Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, de carácter observacional, transversal, descritivo e inferencial realizado em uma unidade básica no município de Altamira-PA. Foram coletadas amostras da região endocervical de 24 mulheres. As células foram coradas com corante Fucsina Básica e contra coradas com Fast Green. Foram investigadas 1000 células por indivíduo. A análise estatística foi realizada por meio da estatística descritiva e inferencial. Observou-se uma diferença significativa na proporção de micronúcleos encontrados por 1.000 células cervicais analisadas em mulheres em uso de anticoncepcional em comparação ao grupo controle (p=0,035). Os grupos de mulheres usuarias de anticoncepcionais hormônais e álcool apresentaram maiores quantidades de alterações celulares. Conclui-se que o uso de contraceptivos hormonais está associado a uma maior instabilidade genômica na mucosa cervical nesta amostra. Tais resultados reiteram a viabilidade do teste de micronúcleos como biomarcador na atenção primária, permitindo identificar grupos de risco antes da progressão para neoplasias visíveis no exame citopatológico convencional.