José Alderir da Silva, Viviane Kalyne Queiroz de Lima
O presente artigo tem por objetivo analisar a transição energética no Brasil, destacando o avanço das fontes renováveis e as implicações territoriais desse processo. A partir de uma perspectiva crítica, discute-se como a expansão das fontes renováveis, embora impulsione a sustentabilidade, reproduz desigualdades regionais. O Nordeste emerge como principal polo de geração renovável, mas a maior parte da energia produzida destina-se ao consumo das regiões Sul e Sudeste, perpetuando relações de dependência e assimetrias históricas. Dessa forma, a transição energética, sem incorporar princípios de justiça energética e equidade territorial, tende a reforçar a centralização econômica e o desequilíbrio regional.