Denizio Batista de Lima, Francisco Renato Silva Ferreira, Maria Edvania Inácio, Francisco Jucelio dos Santos, Marta Coêlho Bezerra Dantas, Joana Barros, F. Silva, Paulo Robson Leite de Oliveira
O artigo examina a centralidade das noções de orientação espacial no processo de alfabetização matemática, considerando-as como elementos estruturantes para a compreensão de direções, posições e deslocamentos nos anos iniciais. A análise demonstra que habilidades relacionadas a direita, esquerda, frente e trás não se limitam ao domínio da geometria, mas se entrelaçam à formação do pensamento lógico, à construção de representações mentais e ao desenvolvimento de funções cognitivas essenciais, como atenção, memória de trabalho e organização sequencial. O estudo evidencia que práticas pedagógicas planejadas, que articulam movimento, exploração do ambiente, diálogo e registros simbólicos, ampliam significativamente a capacidade da criança de interpretar trajetos, antecipar ações e relacionar informações de modo coerente. A pesquisa reforça, ainda, o papel da orientação espacial na consolidação da autonomia intelectual e na ampliação das possibilidades de leitura do espaço vivido. Os achados indicam a necessidade de abordagens contínuas, interdisciplinares e sensíveis às experiências corporais, contribuindo para aprendizagens matemáticas mais profundas e duradouras.