Maria Eduarda Fontes da Fonseca, João Antônio Santos Vieira, Maria Paula Aragão Andrade Dória, Doralice Andrade Santos Bisneta, Maria Bernadete Galrão de Almeida Figueiredo
Objetivo: Avaliar os principais preditores de mortalidade em pacientes com sepse internados em unidades de terapia intensiva, comparando escores clínicos e biomarcadores. Fonte de dados: Revisão integrativa da literatura realizada entre 2020 e 2025 nas bases PubMed e LILACS, incluindo estudos com pacientes adultos com sepse ou choque séptico em UTI. Foram selecionados 20 artigos após aplicação dos critérios de elegibilidade. Síntese de dados: Os escores prognósticos tradicionais, como SOFA, APACHE II/III e SAPS II, apresentaram melhor desempenho na predição de mortalidade. Biomarcadores como lactato, relação lactato/albumina, presepsina, SCUBE-1, RDW e interleucina-6 mostraram associação significativa com óbito, porém com acurácia moderada quando utilizados isoladamente. A combinação entre biomarcadores e escores clínicos aumentou a capacidade preditiva. Fatores clínicos, como disfunção de múltiplos órgãos e necessidade de suporte intensivo, além de aspectos organizacionais das UTIs, também impactaram os desfechos. Conclusão: A mortalidade na sepse é multifatorial, sendo a avaliação integrada de dados clínicos e laboratoriais a melhor estratégia para estratificação de risco e tomada de decisão.