Luiz Gustavo da Paz Delziovo, Suzenir Aguiar Da Silva, Nilza Duarte Aleixo de Oliveira, Everton Gugliotti Coelho, Cleberson Eller Loose
A piscicultura é uma das atividades de produção animal que mais crescem no Brasil, sobretudo na Amazônia, onde a abundância de recursos hídricos favorece o cultivo de espécies nativas, embora sua sustentabilidade econômica dependa da gestão dos custos de produção. Este estudo objetivou analisar como os custos dos insumos no policultivo de tambaqui, pintado e jatuarana influenciam a rentabilidade de cada espécie e o desempenho produtivo do sistema. A pesquisa, aplicada e exploratória, de abordagem quali-quantitativa e método dedutivo, baseou-se em pesquisa de campo em uma propriedade rural em Espigão do Oeste, Rondônia, no ciclo de abril de 2024 a maio de 2025, com 12.615 alevinos em tanques escavados. Analisaram-se registros contábeis e planilhas de custos pelo Custo Operacional Efetivo e pelo Custo Total de Produção, além de indicadores financeiros (ROI, lucratividade, rentabilidade, payback e margem de contribuição) e produtivos. A alimentação respondeu por 72% do custo total, confirmando a forte dependência da ração. O tambaqui apresentou a maior biomassa (57,3%) e o maior lucro absoluto; o pintado, a melhor eficiência financeira relativa (ROI de 50,60%); e a jatuarana, a maior sobrevivência (92,6%). A conversão alimentar do sistema foi estimada em 2,17, e o ROI geral, em 46,02%, com todos os indicadores positivos, evidenciando a viabilidade econômica da atividade. Conclui-se que o controle dos custos operacionais, as boas práticas de manejo alimentar e a diversificação proporcionada pelo policultivo são determinantes para a rentabilidade e a sustentabilidade da piscicultura na região.