Fabio Belemer Pereira, Renato Ribeiro Dos Santos, Rodrigo Oliveira Miranda, Rubens Savaris Leal, Claudio Augusto Kelly, Edywin Gabriel Carvalho de Oliveira, Rodrigo Bicalho Mendes, Deividson Sá Fernandes de Souza, Luiz Francisco Martins Bentes, Messias Kennedy da Conceição, Alan Marques de Sousa, Antonio Pereira da Costa Filho, Lucas Felipe Santos Maia, Anderson Philip de Almeida Castro, Thalita Mayan Esquerdo Andrade, Felipe Barreto Druzian, Ana Bárbara Nunes Ost, Rayne Santiago Elford
A chamada Indústria 4.0 tem promovido uma profunda digitalização dos processos produtivos, baseada em automação, inteligência artificial e sistemas ciberfísicos. Mais recentemente, emerge o paradigma da Indústria 5.0, que reposiciona o ser humano no centro da produção, enfatizando colaboração entre humanos e máquinas, sustentabilidade e personalização. Essa transição redefine não apenas a lógica produtiva, mas também as formas de trabalho, qualificação profissional e organização das empresas. O presente estudo tem como objeto de análise a transição da Indústria 4.0 para a Indústria 5.0, com foco nos seus impactos sobre os processos produtivos e o trabalho humano. Diante disso, estabelece-se como pergunta de partida: de que maneira a transição para a Indústria 5.0 reconfigura os processos produtivos e quais são seus efeitos sobre o papel, as condições e a centralidade do trabalho humano na indústria contemporânea? Teoricamente, fizemos uso dos trabalhos de Taylor (1911), Ford (1922), Fayol (1949), Drucker (1954; 1993), Ohno (1988), Shingo (1989), Deming (1986), Juran (1990), Porter (1985), Senge (1990), Nonaka e Takeuchi (1995), Maier e Rechtin (2000), Feenberg (2002; 2010), Rifkin (2011; 2014), Floridi (2014), Floridi e Taddeo (2014), Brynjolfsson e McAfee (2014), Schwab (2016), McAfee e Brynjolfsson (2017), Daugherty e Wilson (2018), Zuboff (2019), Antunes (2006; 2009; 2018), Sennett (1998; 2008), Srnicek (2016), Taleb (2007; 2012; 2018), Verbeek (2005; 2011), Harari (2016; 2019), Davenport (2018), Casilli (2019), Kahneman (2020), Nayyar e Kumar (2020), Molina et al. (2021), Deepak et al. (2023), Machado e Davim (2023), Leong (2024), Kumar, Kumar e Pandey (2026), Anderson (1983), Haimes e Sage (2015), Minsky (1988), entre outros. A pesquisa é qualitativa a partir de Minayo (2007), descritiva e bibliográfica conforme Gil (2008) e com o viés analítico compreensivo a partir de Weber (1949). Os achados da pesquisa demonstraram que a transição da Indústria 4.0 para a 5.0 reorganiza profundamente os processos produtivos por meio da integração entre inteligência artificial, automação avançada, análise de dados e sistemas inteligentes conectados. Constatou-se também que, embora a automação amplie eficiência, flexibilidade e capacidade produtiva, ela intensifica exigências relacionadas à qualificação contínua, hiperadaptabilidade profissional e saúde mental dos trabalhadores. Verificou-se, ainda, que a Indústria 5.0 procura reposicionar o ser humano como elemento estratégico da inovação, da criatividade, da sustentabilidade e da tomada de decisões em ambientes produtivos altamente digitalizados.