Jocilane Pereira de Oliveira, Maria Elis Ferreira de Almeida, Brendo de Oliveira Silva, Lucas Britto Landim, Normane Mirele Chaves da Silva, Cristiane Patrícia de Oliveira
A banana (Musa spp.) é uma das frutas tropicais mais consumidas no mundo, porém sua natureza climatérica resulta em elevada perecibilidade e rápida perda de qualidade pós-colheita. Nesse contexto, revestimentos comestíveis têm sido estudados como alternativa para retardar o amadurecimento e prolongar a vida útil dos frutos. Este trabalho teve como objetivo produzir e aplicar revestimentos à base de amido de mandioca e mucilagem de quiabo em bananas da cultivar Prata Anã. Foram avaliados três tratamentos: T1 – controle; T2 – revestimento com amido de mandioca; e T3 – blenda de amido de mandioca e mucilagem de quiabo. Os revestimentos foram aplicados por imersão durante 1 minuto, seguidos de secagem e armazenamento a 25 ± 2 °C. As análises foram realizadas aos 0, 3, 6, 9 e 12 dias, avaliando perda de massa, firmeza, acidez titulável, sólidos solúveis, coloração da casca e degradação do amido. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e ao teste de Tukey (p < 0,05). Os revestimentos retardaram o amadurecimento em relação ao controle. Aos 12 dias, o T3 apresentou menor perda de massa (8%), maior firmeza (12 N), 14 °Brix de sólidos solúveis, acidez titulável de 0,25% de ácido málico e maior retenção de amido. Assim, a blenda de amido de mandioca e mucilagem de quiabo mostrou potencial como revestimento comestível sustentável para a conservação pós-colheita de bananas da cultivar Prata Anã.