Ana Cláudia Pinto da Silva, Caroline Rubin Rossato Pereira, Naiana Dapieve Patias
Objetivou-se analisar o estilo parental adotado por mães/cuidadoras e pais/cuidadores a partir da percepção de adolescentes brasileiros na fase tardia da pandemia da COVID-19 (2022), considerando as dimensões de exigência e responsividade. Empregou se método quantitativo, com delineamento de levantamento e transversal, com amostragem não probabilística. Participaram 504 adolescentes (12 a 18 anos; M = 15,00), que responderam, de modo on-line, a um questionário sociodemográfico e à Escala de Responsividade e Exigência Parental. Na análise dos dados, utilizaram-se estatística descritiva, análise de frequência, testes Qui-quadrado, U de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis. Os resultados indicaram maior prevalência dos estilos parentais autoritativo/competente e negligente. Não foram encontradas diferenças significativas nos estilos parentais em relação às variáveis sociodemográficas. Contudo, a análise das dimensões de exigência e responsividade revelou-se mais sensível, apontando diferenças significativas para faixa etária, tipo de escola e configuração familiar. Variáveis como gênero, modalidade de ensino e ocupação parental não apresentaram diferenças significativas. Sugere-se a implementação de políticas públicas voltadas a grupos de orientação parental para mães/cuidadoras e pais/cuidadores com estilos negligente, indulgente e autoritário, com foco na identificação precoce de vulnerabilidades nas dimensões de exigência e responsividade, considerando sua associação com desfechos menos favoráveis ao desenvolvimento adolescente.