Elisama Araújo de Sena, Alcides da Silva Diniz, Glêbia Alexa Cardoso, Laine de Carvalho Guerra Pessoa Mamede, Leonardo dos Santos Oliveira, Rhayra Priscilla Moraes Nóbrega, Celso Costa da Silva Júnior, Fabiano Ferreira de Lima, Perla Silva Rodrigues, Maria da Conceição Rodrigues Gonçalves
Objetiva-se estimar a prevalência de deficiência de vitamina D e fatores biológicos e sociais associados. Trata-se de um estudo do tipo série de casos, com 91 trabalhadores. Os participantes foram categorizados quanto ao regime de trabalho em ambiente fechado, em turnos diurnos alternados (12/36h) e diários (9h e 48 min), e submetidos à coleta de dados, onde foram aplicados dados sociodemográficos e ocupacionais, recordatório alimentar de 24 horas em triplicata e realizados exames bioquímicos. Foi realizada a regressão de Poisson. A prevalência de deficiência de vitamina D foi de 16,5% (n=15). Houve associações significativas entre Vitamina D e tempo de serviço (χ2= 4,50; P= 0,034), regime de trabalho (χ2= 23,60; P= 0,001) e exposição solar ao ir trabalhar (χ2= 6,53; P= 0,011). Na análise de regressão, apenas o regime de trabalho diário diurno permaneceu significativamente associado à deficiência de vitamina D. Indicando que esses trabalhadores tinham 1,33 mais chances de apresentar deficiência (P= 0,001) do que aqueles com regime de trabalho alternado. A prevalência de deficiência de vitamina D é considerada baixa, mas o regime de trabalho diário diurno mostrou-se um fator de risco para a deficiência.