Paulo Luiz Pinheiro da Silva, Joyce Karollayne Da Silva, Gabriela da Silva Ramos, Ana Claudia Rodrigues da Silva, DANIEL LUCAS MOTA DE CARVALHO, Carolina Silva
Esse artigo buscou identificar o perfil epidemiológico dos casos de SRAG associados a doenças infecciosas, destacando os principais agentes etiológicos, grupos vulneráveis e fatores relacionados à gravidade e aos desfechos clínicos no contexto brasileiro. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem quantitativa, realizada em junho de 2026. A busca foi conduzida nas bases PubMed, SciELO e Portal de Periódicos CAPES, utilizando a estratégia PICO, descritores DeCS e operadores booleanos, resultando inicialmente em 57 artigos. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e triagem, os estudos selecionados foram classificados quanto ao nível de evidência e analisados criticamente, respeitando os princípios éticos da pesquisa científica. Os estudos demonstraram que a SRAG permanece fortemente associada ao SARS-CoV-2, embora a cocirculação de influenza e vírus sincicial respiratório tenha modificado o perfil epidemiológico após a pandemia. Idade avançada, comorbidades, desigualdades no acesso à saúde e baixa cobertura vacinal estiveram relacionadas à maior gravidade e mortalidade, enquanto o SIVEP-Gripe destacou-se como ferramenta essencial para a vigilância epidemiológica e o planejamento das ações de prevenção e controle. A SRAG permanece como um importante problema de saúde pública no Brasil, com maior gravidade entre idosos, crianças e indivíduos com comorbidades. Os estudos destacam a relevância da vigilância epidemiológica e da vacinação na prevenção de casos graves e na redução da morbimortalidade.