Emanuele Cristina Soares, Jhones do Nascimento Dias
A busca por diagnósticos mais eficientes e precoces nos casos de neoplasias mamárias é necessária devido à sua alta frequência entre as mulheres, que, mundialmente, representa um importante problema de saúde pública, principalmente pela incidência crescente após os 50 anos e pelas desigualdades no acesso ao rastreamento, o que contribui para taxas elevadas de mortalidade. A revisão da literatura foi realizada nas bases de dados PubMed, Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES, com análise de artigos publicados entre 2020 e 2025, sendo selecionados 21 artigos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Evidências mostram que marcadores como Ki-67, ER, PR e HER2 são fundamentais para predizer a resposta terapêutica, uma vez que níveis elevados de Ki-67 se associam a maior agressividade tumoral e piores desfechos, enquanto a análise dos receptores hormonais e do status HER2 permite uma estratificação mais precisa e a escolha de terapias mais eficazes. Diante das limitações dos marcadores prognósticos tradicionais, a incorporação de biomarcadores moleculares e de perfis de expressão gênica tem se destacado como ferramenta indispensável na medicina personalizada, contribuindo para a individualização do tratamento, a redução do sobretratamento e do subtratamento e a melhoria dos resultados clínicos no manejo do câncer de mama. Embora a classificação tumoral ainda dependa majoritariamente de abordagens invasivas, como a biópsia tecidual, a biópsia líquida e os biomarcadores circulantes, incluindo CTCs, ctDNA, miRNAs, exossomos e proteínas séricas, a biópsia líquida e os biomarcadores circulantes surgem como alternativas promissoras. Esses marcadores possibilitam melhor compreensão da heterogeneidade tumoral, monitoramento terapêutico em tempo real e maior personalização do tratamento, contribuindo para diagnósticos mais precoces, identificação de resistência terapêutica e detecção antecipada de recidivas.