Alicy Barbosa dos Santos, Lucia Maria Temoteo, Hilana Maria Braga Fernandes, Jainny Emilia Silverio, Eduarda Batista Ferreira Silva
O câncer se caracteriza como um marco danoso na vida de pessoas que recebem o diagnóstico, desencadeando reações emocionais intensas, como medo, angústia, ansiedade, incertezas e negação. Esse impacto não se restringe apenas ao paciente, mas se estende a toda a sua rede de apoio, afetando dinâmicas familiares, sociais e profissionais. Diante desse cenário, a psicologia emerge como uma área fundamental para oferecer suporte emocional e psicológico, auxiliando na elaboração do diagnóstico e na adaptação às novas condições de vida impostas pela doença. Este estudo teve como objetivo analisar o papel da psicologia enquanto suporte emocional no diagnóstico do câncer em pessoas adultas. Buscou-se compreender como a intervenção psicológica pode contribuir para a redução do sofrimento psíquico, para o fortalecimento da resiliência e para a promoção de estratégias saudáveis de enfrentamento. Trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa qualitativa da literatura, realizada em bases de dados científicas como SciELO, LILACS, PePSIC e PubMed, considerando artigos publicados no período de 2015 a 2025. Foram selecionados estudos que abordavam diretamente a experiência emocional de adultos diante do diagnóstico oncológico e as práticas de cuidado psicológico oferecidas nesse contexto. A análise considerou três eixos centrais: as reações emocionais primárias ao diagnóstico, os processos de enfrentamento adotados pelos pacientes e a efetividade das intervenções psicológicas. No primeiro eixo, observou-se que sentimentos como choque, tristeza profunda, desesperança e até ideação suicida podem emergir, especialmente em casos de prognóstico reservado ou quando há histórico de transtornos mentais prévios. No segundo eixo, identificou-se que as estratégias de enfrentamento variam conforme o suporte social disponível, as crenças pessoais e o acesso a informações claras sobre a doença. Já no terceiro eixo, os achados indicam que intervenções, como a terapia cognitivo-comportamental, a psicoeducação, os grupos de apoio e o atendimento psicológico individualizado, têm se mostrado eficazes na redução de sintomas ansiosos e depressivos, além de favorecerem a adesão ao tratamento médico. Os resultados apontam que o sofrimento psicológico está intrinsecamente ligado ao diagnóstico e tratamento do câncer, manifestando-se em diferentes fases da doença. O apoio familiar e os grupos de apoio são citados como as principais estratégias de enfrentamento, sendo, entretanto, o suporte psicológico especializado essencial para o processo de elaboração da doença, especialmente nos momentos de crise, como a descoberta do diagnóstico, as recidivas e os cuidados paliativos. Esses resultados reforçam a importância da atuação psicológica no contexto oncológico, evidenciando que o cuidado emocional deve ser parte integrante e contínua do tratamento, contribuindo para a humanização da assistência e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Palavras-Chave: Câncer; Enfrentamento; Psico-oncologia; Sofrimento emocional; Suporte psicológico.