Raquel Paes dos Santos, Ângelo Miguel de Brito Santos, Letícia Samara Souza da Silva, Gabriela Cristina Baccaro, Jamylle Ravanne Campos Rocha, Carolinne Alves Oliveira Souza, Celine Mano Andrade, Letícia Diman Pereira, Lucas Diman Pereira, Mariana Mendonça de Albuquerque, Pâmela Gomes Santos
A obesidade na adolescência configura-se como um importante problema de saúde pública, em virtude de sua elevada prevalência e de suas repercussões clínicas, psicossociais e econômicas ao longo do curso da vida. Diante disso, esse estudo teve como objetivo analisar a obesidade juvenil no Brasil, abordando seus determinantes, consequências e estratégias de enfrentamento. Trata-se de uma revisão narrativa de caráter qualitativo-descritivo, realizada em 2025, a partir de artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases de dados SciELO, PubMed e LILACS, utilizando descritores relacionados ao comportamento alimentar, índice de massa corporal e hábitos alimentares. Os resultados demonstraram que a obesidade na adolescência apresenta etiologia multifatorial, sendo predominantemente associada a fatores exógenos, como consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo, influência do ambiente familiar e desigualdades socioeconômicas. Observa-se ainda associação significativa com alterações metabólicas precoces, como dislipidemias, hipertensão arterial e resistência à insulina, além de impactos psicossociais, incluindo estigmatização, baixa autoestima e sintomas ansiosos e depressivos. A pandemia da COVID-19 agravou esse cenário, contribuindo para o aumento do excesso de peso nessa faixa etária. Conclui-se que o enfrentamento da obesidade na adolescência exige ações integradas e sustentadas, envolvendo estratégias educativas, intervenções multidisciplinares e políticas públicas voltadas à promoção de ambientes alimentares saudáveis e à prevenção precoce das doenças crônicas não transmissíveis.