Gabriele Ciriano, Giuliano Scombatti Pinto
A arquitetura de software evoluiu significativamente nas últimas décadas, impulsionada pelas crescentes demandas por escalabilidade, flexibilidade e agilidade no desenvolvimento de sistemas. Este artigo explora a transição da arquitetura monolítica tradicional, caracterizada por um único bloco coeso de código, para a arquitetura de microsserviços, que fragmenta aplicações em serviços independentes e especializados. Inicialmente, os sistemas eram desenvolvidos como monólitos, favorecendo a simplicidade de implementação e deploy. No entanto, à medida que os sistemas cresciam, surgiam limitações relacionadas à manutenção, escalabilidade e tempo de resposta às mudanças. O artigo também discute os principais desafios dessa abordagem, como complexidade de gerenciamento, segurança distribuída e necessidade de observabilidade avançada. O objetivo deste trabalho foi analisar a evolução das arquiteturas de software, destacando a transição do modelo monolítico para a arquitetura de microsserviços, seus impactos no desenvolvimento de sistemas, e os principais benefícios e desafios associados a essa transformação. Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa de natureza exploratória, com abordagem bibliográfica e descritiva. Conclui-se que a escolha da arquitetura mais adequada deve considerar fatores técnicos e organizacionais, destacando-se que, embora os microsserviços tragam inúmeros benefícios, sua adoção requer maturidade e planejamento estruturado.