Thiago Dias Trombeta, Carlos Antônio Zarzar, Ricardo da Silva Raposo, Vitória Pellilo, MATHEUS THOMAZ DA SILVA
Este estudo avaliou as práticas de biosseguridade em cinco unidades produtoras de alevinos de tilápia no Distrito Federal, Brasil, entre agosto de 2023 e agosto de 2024. Foi aplicado um questionário semiquantitativo com 89 itens, agrupados em cinco eixos temáticos. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas e inferenciais (qui-quadrado e ANOVA), bem como por análise relacional utilizando o software R. Os resultados indicaram elevada conformidade nas práticas de monitoramento da qualidade da água, manejo alimentar e registros de mortalidade; entretanto, foram identificadas fragilidades nos protocolos de quarentena, controle de visitantes, uso de equipamentos de proteção individual (EPI), programas de controle de pragas e adoção de vazio sanitário. A análise estatística não revelou diferenças significativas entre os grupos temáticos (p > 0,05), mas evidenciou variação significativa entre as propriedades avaliadas (p < 0,001), indicando a influência do manejo individual. O eixo de qualidade da água apresentou maior consistência, enquanto os aspectos relacionados a equipamentos e veículos mostraram maior heterogeneidade. Em comparação com referências internacionais, os resultados permanecem abaixo dos padrões observados em países como Noruega e Chile, onde protocolos de rastreabilidade e transporte são rigorosamente aplicados. Conclui-se que a adoção da biosseguridade nas unidades avaliadas é parcial e não padronizada, evidenciando a necessidade de maior harmonização de protocolos, capacitação técnica e investimentos em infraestrutura para fortalecer a resiliência sanitária da cadeia produtiva.