Jozadake Petry Fausto, Maria Vânia Abreu Pontes, Rhafic Concolato da Silva, Charlys Seixas Maia Dornelas, Rafael Rodrigues Duque, Antônio Fluminhan, Tatiane Caroline Ferrari, Gabriela Meireles Rosa, JOÃO SANTANA ALVES, Victor Hugo da Silva Xisto, Fernando André de Oliveira Duarte, Alexandre Hüller, Dayane Chaves Pantoja, Rita de Cássia Melo Guimarães, André da Silva Muniz, Luã Gustavo da Silva Tachibana, Neuzeli Aparecida Rezende Arnaud Araújo
A intensificação das pressões antrópicas sobre os ecossistemas brasileiros, especialmente por meio da poluição, do desmatamento e do uso intensivo de agroquímicos, tem produzido alterações significativas nos ciclos naturais, comprometendo a qualidade ambiental e a sustentabilidade dos territórios. Nesse contexto, observa-se o agravamento de processos como a degradação dos solos, a contaminação dos recursos hídricos e o assoreamento de corpos d’água, fenômenos que impactam diretamente a biodiversidade e as condições de vida das populações humanas e não humanas. Diante desse cenário, o presente estudo tem como objeto de análise os impactos da poluição, do desmatamento e do uso intensivo de agroquímicos nos processos de degradação ambiental e assoreamento dos ecossistemas brasileiros, considerando suas inter-relações e efeitos sobre os sistemas naturais. A partir dessa delimitação, a pesquisa orienta-se pela seguinte pergunta de partida: de que maneira a interação entre poluição, desmatamento e uso intensivo de agroquímicos contribui para a intensificação dos processos de degradação ambiental e assoreamento nos ecossistemas brasileiros, e quais são suas implicações para a sustentabilidade socioambiental? Teoricamente, fizemos uso dos trabalhos de Beck (2008; 2016), Blanco-Canqui (2008), Capra (1997; 2006), Carson (1962; 1998; 2010), Commoner (2014; 2015), Costanza (1997; 2014), Cronon (1991; 2003), Daly (1994; 1997; 2008), Diamond (2013; 2014; 2019), Ehrlich (1986), Foster (2000; 2020), Giddens (2000; 2010), Hardin (1973; 1986; 1999), Harvey (2021), Kirkby (1978), Klein (2000; 2008; 2014; 2019), Leff (1998; 2001; 2006), Leopold (1994; 2020), Lovelock (2000; 2009; 2019), Lynas (2007; 2011; 2020), Martinez-Alier (2002; 2011), McKibben (2003; 2007; 2010; 2019), Meadows (1972; 1992; 2004; 2008), Morton (2009; 2013; 2016; 2017; 2018), Nixon (2011), Ostrom (1994; 2005; 2015), Raworth (2017), Sachs (2007; 2009), Santos (2001; 2006), Schumm (2005), Shiva (2015; 2016), Smil (2013; 2017; 2019), Wohl (2010; 2014), entre outros. A pesquisa é qualitativa (Minayo, 2007), descritiva e bibliográfica (Gil, 2008) e como viés analítico compreensivo (Weber, 1949). Os resultados evidenciam que a interação entre poluição, desmatamento e uso intensivo de agroquímicos atua de forma sinérgica, intensificando processos de degradação do solo, contaminação hídrica e assoreamento dos ecossistemas. Verifica-se a formação de cadeias processuais interdependentes que ampliam os impactos ambientais e comprometem a funcionalidade dos sistemas naturais em diferentes escalas. Tais dinâmicas revelam implicações profundas para a sustentabilidade socioambiental, afetando serviços ecossistêmicos, economias locais e condições de vida das populações.